Agosto é o mês do Agosto Dourado, campanha mundial que celebra e incentiva o aleitamento materno. O laço dourado representa o que há de mais valioso: o leite materno, um alimento completo, vivo e insubstituível nos primeiros meses de vida.
Mas por trás de toda a beleza que envolve esse momento, existe uma realidade que muitas mães conhecem bem: amamentar pode ser difícil. E falar sobre isso com honestidade é também uma forma de cuidar.
Neste artigo, a equipe da Clínica Gontijo Amaral fala sobre os benefícios da amamentação, os desafios mais comuns nesse período e quando a saúde mamária precisa de atenção médica.
Os benefícios do leite materno
O leite materno é produzido especialmente para o bebê. Ele se adapta às necessidades da criança em cada fase do desenvolvimento e oferece muito mais do que nutrição:
Proteção imunológica: o leite materno é rico em anticorpos que protegem o bebê contra infecções, alergias e doenças respiratórias, especialmente nos primeiros meses de vida, quando o sistema imunológico ainda está em formação.
Desenvolvimento neurológico: componentes como o DHA, presente no leite materno, estão diretamente associados ao desenvolvimento cerebral e cognitivo do bebê.
Vínculo afetivo: o contato pele a pele durante a amamentação fortalece o vínculo entre mãe e bebê, com impacto positivo no desenvolvimento emocional da criança.
Benefícios para a mãe: amamentar também protege a saúde da mãe. Reduz o risco de câncer de mama e ovário, auxilia na recuperação pós-parto e contribui para o retorno gradual ao peso anterior à gestação.
A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, e complementado até os dois anos ou mais.
Os desafios que ninguém conta
Amamentar é um processo de aprendizado, tanto para a mãe quanto para o bebê. E como todo aprendizado, ele tem o seu próprio tempo.
Algumas dificuldades são comuns e fazem parte da adaptação:
Pega incorreta: quando o bebê não encaixa bem na mama, a amamentação pode causar dor e fissuras nos mamilos. O acompanhamento de um profissional especializado em amamentação faz toda a diferença nesse momento.
Ingurgitamento mamário: é o acúmulo excessivo de leite nas mamas, que ficam tensas, doloridas e quentes. Costuma acontecer nos primeiros dias após o parto ou quando há espaçamento entre as mamadas.
Baixa produção de leite: uma das principais razões para o desmame precoce. Muitas vezes relacionada à pega incorreta, ao espaçamento entre mamadas ou ao estresse materno.
Candidíase mamária: infecção fúngica que causa dor intensa durante e após a mamada, com sensação de queimação.
Esses desafios têm solução. Com apoio adequado, a maioria das mães consegue superar as dificuldades e manter a amamentação pelo tempo que deseja.
Quando a mama precisa de atenção médica
Algumas situações durante a amamentação exigem avaliação médica. Saber reconhecê-las é fundamental para agir rápido e evitar complicações.
Mastite
A mastite é uma inflamação do tecido mamário, geralmente causada por uma infecção bacteriana. Os sintomas incluem dor intensa, vermelhidão, calor localizado, endurecimento da mama e febre.
É mais comum nas primeiras semanas de amamentação e costuma estar associada à pega incorreta, ao ingurgitamento não resolvido ou a fissuras nos mamilos que servem de porta de entrada para bactérias.
O tratamento precisa ser iniciado rapidamente, com orientação médica. Na maioria dos casos, é possível continuar amamentando durante o tratamento.
Abscesso mamário
Quando a mastite não é tratada adequadamente, pode evoluir para um abscesso, que é um acúmulo de pus dentro da mama. Nesse caso, além dos sintomas da mastite, pode aparecer uma área flutuante e muito dolorosa ao toque.
O ultrassom de mama é o exame indicado para confirmar o diagnóstico, avaliar o tamanho e a localização do abscesso e orientar a conduta médica.
Nódulos durante a amamentação
É comum que a mama fique mais nodular durante a amamentação, principalmente pelo ingurgitamento e pela produção aumentada de leite. Mas se aparecer um nódulo que persiste após a mamada ou que chama atenção, o médico pode solicitar o ultrassom para avaliação.
O papel do ultrassom de mama nessa fase
O ultrassom de mama é o exame de escolha para investigar alterações mamárias durante a amamentação e no período pós-parto. Isso porque ele não usa radiação, é seguro para mães que estão amamentando e permite avaliar com precisão o tecido mamário nesse período, que naturalmente tem características diferentes.
Na Clínica Gontijo Amaral, o ultrassom de mama é realizado pela Dra. Amanda Cristina Braga, especialista em mastologia e imagem mamária. O laudo é emitido no mesmo dia, com agilidade e precisão diagnóstica que o momento exige.
Todos os exames são realizados mediante solicitação do médico assistente.
Uma rede de apoio real
O Agosto Dourado nos lembra que a amamentação não é uma responsabilidade individual da mãe. Ela precisa de informação, de apoio profissional e de uma rede que a acolha sem julgamento.
Se você está amamentando e sentindo algo diferente, converse com seu médico. E se ele solicitar algum exame de imagem, a Clínica Gontijo Amaral está aqui para cuidar de você com toda a atenção que esse momento merece.
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